PF quer exumar corpo de índio morto a tiros na divisa entre PA e MT
14/11/2012 às 07:45:27 « Voltar para a página anterior Imprimir

A Polícia Federal em Brasília informou que vai pedir a exumação do corpo de um índio da etnia mundurucu que apareceu morto após confronto com agentes que faziam uma operação de combate ao garimpo ilegal no norte de Mato Grosso.

O confronto ocorreu no último dia 7, próximo à divisa dos Estados de Mato Grosso e Pará, enquanto a PF destruía balsas que, segundo as investigações, faziam extração ilegal de ouro na região do rio Teles Pires.

 

 

 

O diretor de Polícia do Interior do Pará, delegado Silvio Maués, afirmou que o corpo encontrado já passou por perícia, a pedido da Polícia Civil do Estado, em Jacareacanga (a 1.818 km de Belém).

"Estamos aguardando a emissão do laudo necroscópico, que deve ficar pronto nesta semana", disse.

Para Maués, se a descrição do exame feito no corpo estiver bem detalhada, "talvez não haja necessidade de se buscar outra perícia."

Conforme a Folha mostrou, os exames apontam que o índio Adenílson Munduruku, 28, morreu em decorrência de três ferimentos provocados por arma de fogo.

A exumação permitiria à PF fazer exames complementares, como o de balística.

O delegado paraense diz "aventar a possibilidade" de que os índios, por questões culturais, não permitam uma exumação. Segundo a PF, o pedido teria de ser negociado com os indígenas.

A Polícia Federal afirmou que abriu inquérito para investigar o caso e que pediu a ajuda da Polícia Civil do Pará nas investigações.

Entidades ligadas às causas indígenas dizem acreditar que um pedido de exumação possa atrasar as apurações e criar animosidades.

"O IML já fez laudo sobre isso. Não sei qual a justificativa [da PF] para solicitar um novo exame", disse Luiz Cláudio Teixeira, do Cimi (Conselho Indigenista Missionário) em Jacareacanga.

Segundo o missionário, uma comitiva de índios mundurucus vai viajar para Brasília na próxima segunda-feira para se reunir com a direção da Funai (Fundação Nacional do Índio) e pedir que a morte seja investigada.

A Funai na região está acompanhando o caso.

Líderes da etnia afirmam que Adenílson foi "executado" durante a operação da PF.

"Eles atiraram nas pernas, para que ele não pudesse fugir, e depois deram um tiro na cabeça para matar", afirmou Adonias Kaba, índio mundurucu que é vereador pelo PSDB em Jacareacanga.

A PF disse, em nota, que sofreu uma "emboscada", pois havia chegado a um acordo com os índios sobre a realização da operação.

Parte dos agentes que até ontem estava na região da operação deve retornar hoje a suas cidades de origem. A operação Eldorado, como foi chamada, está suspensa.

A PF disse que ainda que estuda se vai retomá-la ou cancelá-la, pois a estação de chuvas se aproxima, o que inviabiliza uma nova mobilização de equipes para a área.

 
Fonte: REYNALDO TUROLLO JR/FOLHA.COM
 
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